O futuro da saúde pública no Brasil

Uma comunidade para mães, famílias e cuidadores que acompanham a saúde no Brasil — com histórias para compartilhar e conversar no WhatsApp.

Casos de febre do Nilo Ocidental acendem alerta no país; veja sintomas e como se proteger

Principais pontos

  • Brasil registra quatro casos confirmados em 2026, dois em São Paulo e dois em Santa Catarina, com uma morte. A doença é transmitida principalmente pelo pernilongo comum.
  • Cerca de 80% dos infectados não apresentam sintomas; nos demais, febre, mal-estar, dores no corpo e manchas na pele estão entre as manifestações mais frequentes.
  • Não há vacina nem antiviral específico para humanos; casos graves podem atingir o sistema nervoso, e a prevenção inclui repelente, telas e medidas para reduzir a exposição aos mosquitos.
A doença é transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, o pernilongo comum.
A doença é transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, o pernilongo comum.
Source: Depositphotos/ Gerard LACZ Images
Entre na nossa comunidade

O Brasil registra quatro casos confirmados de febre do Nilo Ocidental em 2026, dois em São Paulo e dois em Santa Catarina. Uma das pacientes morreu. Há ainda um caso provável no Piauí.

Transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, o pernilongo comum, a doença não provoca sintomas na maioria das pessoas infectadas, mas pode evoluir para quadros neurológicos graves. Não há vacina nem tratamento antiviral específico disponível para humanos.

Em São Paulo, foram registrados os primeiros casos humanos da história do estado. Um deles se refere a uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que havia viajado para a região amazônica. Ela já está curada. O outro caso se trata de uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto, que permanece internada.

A Secretaria de Estado da Saúde informa que o local provável de infecção das duas pacientes continua sob investigação.

RECOMMENDED FOR YOU

Jovem dirigindo

Free Flow: app do governo integra consulta e cobrança de pedágio

Os demais casos confirmados são de Santa Catarina. Uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, morreu em 8 de agosto depois de apresentar febre e evoluir para um quadro neurológico grave. Um homem de 56 anos, de Caçador, também apresentou manifestações neurológicas, foi internado e já recebeu alta.

A febre do Nilo Ocidental não é nova no Brasil. O primeiro caso humano por aqui foi registrado em 2014, no Piauí.

Como a doença é transmitida

A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, grupo de vírus transmitidos por artrópodes que também inclui os responsáveis por dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

A transmissão ocorre principalmente pela picada de pernilongos (do gênero Culex) infectados. As aves silvestres são os hospedeiros naturais do vírus. O mosquito se infecta ao picar uma ave contaminada e pode posteriormente transmitir o vírus a seres humanos e outros animais.

Quais são os sintomas

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% apresentam sintomas, geralmente leves. Os mais frequentes são febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor muscular, dor nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos, popularmente chamados de ínguas.

Em uma parcela pequena dos casos, porém, a infecção pode comprometer o sistema nervoso. Segundo o ministério, uma em cada 150 pessoas infectadas desenvolve doença neurológica grave, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.

Confusão mental, redução do nível de consciência, tremores e convulsões estão entre os sinais de comprometimento neurológico. Diante dessas manifestações, é necessária avaliação médica imediata e hospitalização, quando indicada.

Existe tratamento?

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico para a febre do Nilo Ocidental em humanos.

RECOMMENDED FOR YOU

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, recebeu o título de doutor honoris causa dado pela Fiocruz.

Para diretor-geral da OMS, SUS é exemplo para o mundo

O tratamento é direcionado aos sintomas. Nos casos leves, inclui repouso, hidratação e acompanhamento médico. Quadros graves podem exigir internação e atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório e outras medidas para prevenir ou tratar complicações.

Como se proteger

Sem uma vacina disponível para humanos, a prevenção depende principalmente de medidas para reduzir o contato com os mosquitos transmissores.

O Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes e de telas em portas e janelas, além de evitar a exposição aos mosquitos, principalmente ao amanhecer e ao entardecer.

A Secretaria da Saúde de São Paulo também orienta usar roupas que reduzam a exposição da pele, eliminar recipientes e locais que possam acumular água e evitar o descarte de lixo em valas, valetas e margens de córregos, rios e riachos.

O Culex pode se reproduzir em ambientes com água rica em matéria orgânica, como fossas, valas e locais com água poluída. Por isso, medidas de saneamento também são importantes para reduzir a presença do mosquito.

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

Se está acontecendo no Sul Global, está no nosso canal do WhatsApp.

Nós contamos as notícias que você precisa saber.

Inscreva-se agora
Ícone do banner do WhatsApp