Como o novo PAC Periferia Viva planeja revitalizar três das maiores favelas do Rio
Principais pontos
- Mais de R$ 700 milhões serão destinados a projetos de urbanização, saneamento, mobilidade, habitação e recuperação ambiental nas favelas da Maré, no Complexo do Alemão e na Rocinha.
- A Maré terá um parque linear e um ecoponto, enquanto o Alemão receberá novas moradias, reformas residenciais e obras de infraestrutura.
- Na Rocinha, o plano prevê saneamento, novas vias, um terminal de transporte e a recuperação do parque ecológico, com benefício estimado para 10 mil famílias.

Um dos símbolos recentes do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, o teleférico, teve obras retomadas recentemente. Foi o que reportou o jornal Voz das Comunidades, baseado na região, em suas redes sociais, dizendo que o equipamento é mais do que transporte: “representa mobilidade, acesso e valorização de um território que merece investimento e respeito”.
Inaugurado em 2011, o teleférico estava contemplado nas obras do PAC dirigido às comunidades e apresentado em 2008 pela então presidente Dilma Rousseff. Ele foi desativado em 2016 e foi se deteriorando no período. A expectativa agora é que ele seja reativado no segundo semestre deste ano, provavelmente após outubro, quando acontece o primeiro turno das eleições gerais.
Outras novidades prometem chegar ao Complexo do Alemão. Ele é um dos três focos do novo PAC Periferia Viva, anunciado pelo governo federal em junho. Os investimentos para revitalizar três das maiores comunidades do Rio de Janeiro – Alemão, Favela da Maré e Rocinha – superam R$ 700 milhões.
As ações têm como objetivo ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e melhorar a qualidade de vida da população das periferias.
No Complexo do Alemão, o projeto prevê a construção de 162 unidades habitacionais e a implantação de redes de esgoto, abastecimento de água, energia elétrica e iluminação pública. Também estão programadas obras de pavimentação e drenagem, construção de praças e ações de regularização fundiária. Outras 140 residências receberão melhorias de até R$ 40 mil por imóvel, executadas pelo Instituto Raízes em Movimento.
O PAC contempla ainda a construção de um campus do Instituto Federal do Rio de Janeiro, com 15 salas de aula, laboratórios, oficinas, espaços multiuso, ginásio, restaurante, auditório e biblioteca.
Já na Favela da Maré, as intervenções incluem a construção de um parque linear em uma área atualmente degradada e a implantação de um ecoponto para o recebimento e a destinação adequada de resíduos. As ações combinam recuperação ambiental, criação de espaço público e melhoria da gestão do lixo na comunidade.
Na Rocinha, as intervenções abrangerão cerca de 280 mil metros quadrados e deverão beneficiar aproximadamente 10 mil famílias. O plano inclui abertura de ruas, obras de água, esgoto, drenagem e urbanização, além de um terminal de transporte de cerca de 3 mil metros quadrados e da requalificação de 9 mil metros quadrados do Parque Ecológico da Rocinha. As propostas ainda serão debatidas com os moradores antes da definição do plano de ação.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.