Crise no STF mobiliza direita em ato de Flávio pelo 7 de Setembro

Principais pontos

  • Ato teve críticas concentradas em Alexandre de Moraes e homenagens a André Mendonça.
  • Manifestantes ouvidos pelo GSW Brasil citaram queda do ministro como bandeira prioritária em comparação a apoio a candidato do PL.
  • Em seu discurso, Flávio Bolsonaro defendeu resgatar credibilidade do Supremo e afirmou que "quem vota em Lula, vota em Moraes".
Flávio Bolsonaro (PL) discursa em ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo
Flávio Bolsonaro (PL) discursa em ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo
Source: Campanha/PL

Palco das principais manifestações da direita no feriado de 7 de Setembro, a Avenida Paulista reforçou o STF (Supremo Tribunal Federal) como principal elo de mobilização deste campo em torno da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

Na semana em que mensagens extraídas pela Polícia Federal do aparelho celular de Daniel Vorcaro, presidiário e proprietário do Banco Master, e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo explicitaram a profundidade de sua relação com o ministro Alexandre de Moraes, a principal pauta do ato estava colocada.

Centenas de manifestantes pediam o impeachment de Moraes em faixas, bonecos e adesivos. Por sua vez, outras centenas apoiavam André Mendonça, colega de Moraes e, como relator do inquérito do Master, responsável por determinar as apurações que chegaram ao principal algoz do bolsonarismo no Judiciário. 

Pela natureza dessa relação, populares entrevistados pelo GSW Brasil e políticos que subiram ao trio elétrico para discursar evitaram o discurso -- comum em anos anteriores neste palco -- contrário ao Supremo como um todo. O alvo era Moraes.

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Como tal, o magistrado foi capaz de reunir o campo. Criticados pelo que era considerada uma postura até então distante da campanha de Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia deram demonstrativos claros de apoio ao '01'.

O parlamentar mineiro afirmou que será Flávio, e não o presidente Lula (PT), a indicar quatro ministros à corte -- número de vagas que se abrirá até 2030 com as aposentadorias previstas --, enquanto Tarcísio pediu que senadores alinhados aos interesses do grupo sejam eleitos -- é no Senado em que o impeachment de membros do Supremo é votado.

Em todas as falas, a aposta na aproximação entre Moraes e Lula, mandatário que não citou o magistrado diretamente ao pedir que todos os envolvidos com o Master sejam punidos e que tem relação considerada amistosa com a corte.

"Quem vota em Lula está votando em Moraes. Não vamos permitir que ele indique mais quatro Alexandres ao Supremo", afirmou Flávio, último a discursar na tarde desta segunda.

"Vou indicar [se eleito] homens e mulheres contra o aborto, contra a ideologia de gênero nas escolas, que respeitem a Constituição e não tenham dversários políticos. Vou trabalhar para resgatar a credibilidade do Judiciário brasileiro. Precisamos proteger o Supremo do Moraes. O Supremo, o Judiciário e a magistratura não são Alexandre de Moraes", concluiu.

O presidenciável não citou diretamente o caso Master, visto que ele mesmo foi flagrado pedindo dinheiro emprestado a Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia ainda inédita do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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