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Fifa e Brasil se preparam para a Copa do Mundo Feminina em 2027

Mal termina uma Copa do Mundo, começa outra. Neste domingo, 19, às 16h, Espanha e Argentina decidem quem levará a taça deste ano para casa. Com a definição do novo campeão, a Fifa poderá anunciar os ingressos para seu próximo torneio: a Copa do Mundo Feminina 2027, que será disputada no Brasil. Sobre valores, há expectativas de que sejam “acessíveis”, o que não ocorreu com as entradas deste mundial, o maior de todos na história da entidade máxima do futebol, que reuniu 48 seleções e promoveu 104 jogos.
Em 2027, a promessa da entidade é que, pela primeira vez, uma Copa do Mundo Feminina irá gerar lucro. É o que se diz nos bastidores da organização. Em dezembro de 2025, a Fifa fez uma previsão de aporte para a estruturação do evento: US$ 800 milhões. A federação espera que o volume total de arrecadação supere esse montante.
A Copa do Mundo Feminina no Brasil, que reunirá 32 seleções, ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Serão 64 jogos distribuídos em oito cidades-sedes: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Os estádios escolhidos são Mineirão, Mané Garrincha, Castelão, Beira-Rio, Arena de Pernambuco, Maracanã, Fonte Nova e Neo Química Arena. A final será no Maracanã.
A transmissão da Copa do Mundo 2027 no Brasil já está definida e pode reeditar a rivalidade vista neste ano, mas não nas mesmas proporções. A Cazé TV exibirá gratuitamente os 64 jogos no YouTube. O Grupo Globo fará a cobertura pela televisão aberta e por assinatura. A TV Globo transmitirá 56 partidas, e o SporTV mostrará todos os 64 confrontos, uma diferença em relação ao torneio masculino. Não haverá exclusividade de partidas.
Sobre os ingressos, ainda não se sabe quanto custarão, nem como serão as categorias, o calendário de vendas e se haverá preços fixos ou dinâmicos. Por enquanto, existe apenas um cadastro de interesse.
Também há expectativas sobre as chaves da Copa. O formato da disputa é conhecido: serão oito grupos de quatro seleções, com as duas primeiras avançando às oitavas de final. Mas ainda não se sabe quais equipes estarão em cada chave. A Fifa não anunciou a data do sorteio, a composição dos potes nem a distribuição das partidas pelas cidades.
Neste momento, com a Copa masculina se encerrando, o mundial feminino conta com 14 seleções já classificadas. Restam 18 vagas.
Já estão garantidas na Copa as seguintes equipes: Brasil (país-sede); Argentina e Colômbia pela América do Sul; Dinamarca, França, Alemanha e Espanha (atual campeã mundial) pela Europa; Austrália, China, Coreia do Sul, Japão, Filipinas e Coreia do Norte pela Ásia; e Nova Zelândia pela Oceania.
Há competições à vista para a definição das demais seleções. É o caso da Copa Africana de Nações. Ela será realizada de 26 de julho a 16 de agosto e classificará as quatro semifinalistas para o mundial. Ainda restarão duas vagas para as equipes do continente. Elas serão definidas na repescagem internacional, que envolverá outras regiões e acontecerá entre novembro e fevereiro de 2027.
O Brasil terá uma atração a mais para encher os estádios em seus dias de jogos: o torneio deverá ser a despedida de Marta. A jogadora estará com 41 anos e ela anunciou, há cerca de um mês, que irá se aposentar. O mundial em casa, portanto, é a despedida da craque, dona de uma carreira de 24 anos vestindo a camisa amarelinha.
Marta é a maior artilheira da história das Copas, somando as edições masculina e feminina, com 17 gols marcados. Ela foi eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa, um feito que reforça sua trajetória de destaque no esporte. Apesar de toda essa história, ela nunca conquistou um título mundial pela seleção brasileira — o que torna a Copa de 2027 ainda mais simbólica. Será, ao todo, a sétima Copa do Mundo de Marta, que estreou no torneio em 2003.
Confira o calendário da Copa do Mundo Feminina 2027:
- Fase de Grupos: 24 de junho a 8 de julho
- Oitavas de Final: 10 a 13 de julho
- Quartas de Final: 16 e 17 de julho
- Semifinais: 20 e 21 de julho
- Disputa do 3º lugar: 24 de julho
- Final: 25 de julho

Panorama do futebol feminino no Brasil
A CBF divulgou recentemente os números do esporte no país, contando competições adultas e de base femininas nos últimos cinco anos. Os dados mostram como o futebol feminino cresceu em partidas, clubes, transmissões, valores de cotas e premiações.
De acordo com a entidade, em cinco anos, de 2021 para 2026, as competições femininas subiram de seis para nove (aumento de 50%); a quantidade de clubes disputando os torneios (times adultos ou de base) passou de 58 para 79 (36%); e as partidas saíram de 398 para 712 (79%).
O principal avanço, segundo a CBF, foi no número de partidas, com aumento nos jogos do A1 (divisão mais disputada) do Brasileirão em 25%. Nas demais, A2 e A3, o crescimento foi de 91% e 62%, respectivamente. Na Copa do Brasil, a quantidade de partidas subiu 12,5%.
Para promover maior visibilidade dos embates, a CBF assumiu, por meio da CBF TV, a transmissão de 100% dos jogos da Copa do Brasil Feminina e dos Brasileiros A1, Sub-20 e Sub-17 e das quartas, semifinais e finais dos Brasileiros A2 e A3.
“Quando ampliamos o calendário, damos às atletas aquilo que elas mais precisam para se desenvolver: tempo de jogo. Mais minutos em campo significam mais experiência, maior evolução técnica e uma preparação mais consistente”, declarou a gerente de competições femininas da CBF, Aline Pellegrino.
A entidade ressaltou que os clubes passaram a ter melhores condições para planejar toda a temporada, desde a pré-temporada até a integração entre as competições nacionais e os campeonatos estaduais. Isso traz mais previsibilidade, favorece investimentos e fortalece a estrutura das equipes, de acordo com a CBF.
Em novembro passado, a confederação divulgou o planejamento para 2026 com o calendário e também com um aumento considerável das cotas de participação e premiações.
Supercopa: R$ 1 milhão para o time campeão, aumento de 43%, e R$ 600 mil para o vice-campeão, alta de 20%.
Brasileirão A1: a cota de participação para os 18 clubes da primeira fase subiu para R$ 720 mil, o dobro do ano anterior; premiação de R$ 2 milhões para o campeão e de R$ 1 milhão para o vice.
A2: a cota de participação para os 16 clubes da primeira fase subiu para R$ 360 mil, valor 2,4 vezes maior.
A3: a cota de participação para os 32 clubes da primeira fase subiu para R$ 120 mil, valor 3,3 vezes maior.
Copa do Brasil: a cota de participação de todas as fases dobrou.
Sub-20 e Sub-17: as cotas de participação de todas as fases foram reajustadas em 10%.
O Brasileirão está interrompido em função da Copa do Mundo Masculina. Os jogos retornam no dia 26 de julho. Até a 12ª rodada, os times que lideram a disputa na primeira divisão são: Corinthians — 28 pontos; Palmeiras — 27 pontos; São Paulo — 26 pontos; Ferroviária — 22 pontos; e Flamengo — 22 pontos.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.