IPCA aumenta 0,16% em junho e avança 4,64% em 12 meses, mostra IBGE

Principais pontos

  • Elevação de junho foi inferior a de maio, de 0,58%
  • A desaceleração foi puxada pelo grupo alimentação e bebidas (-0,24%), após alta de (1,33%) em maio
  • O grupo habitação foi o que mais contribuiu para a elevação da inflação em junho
Nota real no valor de 50
Nota real no valor de 50
Source: Pixabay

A inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), de junho registrou elevação de 0,16%, resultado inferior à taxa de maio de 0,58%, e também abaixo do resultado de junho de 2025, de 0,24%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).  

Agentes do mercado financeiro projetam uma aceleração de 0,32% em junho, de acordo com o Boletim Focus de segunda-feira, dia 06. Para fim de 2026, a projeção é de 5,3%. 

A desaceleração foi puxada pelo grupo alimentação e bebidas (-0,24%), após alta de (1,33%) em maio. É a primeira variação negativa mensal desse grupo desde novembro de 2025. Os grupos educação e despesas totais também contribuíram para a desaceleração do índice, (-0,02%) e (0,25%) respectivamente.  

Ainda dentro do grupo alimentação e bebidas, a alimentação em domicílio variou (-0.39%), ante alta de 1,65% de maio, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (–1.58%) e das carnes (-0.64%). 

De acordo com o analista da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, o recuo dos preços dos alimentícios mostram uma tendência e representam devolução de altas recentes e maior oferta de alguns produtos, como o tomate, disse em nota.

Pressão de alta

Entre as altas nos preços, o grupo habitação foi o que mais contribuiu para a elevação da inflação em junho, com variação de 0,63%, seguido pelos grupos despesas pessoais (0,25%), artigos de residência (0,23%) e saúde e cuidados pessoais (0,23%). O custo da energia elétrica, que fica dentro do grupo habitação, e que teve alta de 1,53%, foi o elemento que mais contribuiu para a inflação do mês. A manutenção da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, além de reajustes em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro foi a explicação, de acordo com o IBGE.

Acima do teto 

No primeiro semestre do ano, o IPCA acumula alta de 3,36%. No mesmo período de 2025, o a inflação acumulada era de 2,99%. Em 12 meses, a inflação acumulada está em 4,64%. É o segundo mês consecutivo com resultado acima do teto da meta de 4,5%, estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional. 

A meta é considerada descumprida quando o IPCA acumulado permanece por seis meses seguidos de divulgação fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) e o teto de (4,5%). A meta é de 3% ao ano. 

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. 

INPC

O INPC, índice de inflação que mede o rendimento monetário de famílias de um a cinco salários mínimos, registrou alta de 0,14% em junho, o que representa uma redução em relação a maio (0,65%). No ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor acumula alta de 3,51%. Nos 12 meses até junho, o índice ficou em 4,33%, abaixo dos 4,42% dos 12 meses imediatamente anteriores.  

O grupo que mais contribuiu para a queda nos preços foi o produtos alimentícios, que saíram de 1,33% em meio para –0,29% em junho. A variação dos não alimentícios passou de 0,43% em maio para 0,28% em junho. 

Na avaliação regional, a maior variação ocorreu em Brasília (0,48%), influenciada pelas altas da gasolina (1,74%) e da taxa de água e esgoto (3,71%). A maior queda ocorreu em São Paulo (-0,07%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-1,67%) e do etanol (-3,61%). 

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.