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Laudo mostra que soldado Gisele foi assassinada
Principais pontos
- Perícia descartou suicídio e concluiu que houve participação de outra pessoa na morte da soldado Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça em fevereiro.
- O então companheiro da policial, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, é réu por feminicídio, nega o crime e permanece preso.
- Geraldo deverá ser interrogado na terça-feira, 8; laudos anteriores já haviam identificado lesões no rosto e no pescoço da vítima.

Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo descartou a hipótese de suicídio da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana. A investigação concluiu também que houve a intervenção de outra pessoa em sua morte.
Gisele, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava, no Brás, região central de São Paulo. Seu então companheiro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, é réu por feminicídio e permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes. O caso chocou o país.
Segundo a perícia, a análise das manchas de sangue e dos demais vestígios encontrados no apartamento contradiz a versão de suicídio e sustenta a participação de uma segunda pessoa. O laudo complementar, de 15 páginas, foi elaborado após questionamentos apresentados pela defesa de Geraldo, que nega o crime.
Uma nova audiência está marcada para terça-feira, 8, quando o tenente-coronel deverá ser interrogado.
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O que aconteceu
Geraldo estava no apartamento quando Gisele morreu. Inicialmente, o tenente-coronel informou às autoridades que ela havia cometido suicídio. Uma vizinha, porém, relatou ter ouvido um disparo às 7h28. O chamado do então marido à Polícia Militar ocorreu às 7h57, quase meia hora depois.
As suspeitas aumentaram com os resultados da perícia. Laudos do Instituto Médico Legal identificaram lesões no rosto e no pescoço da soldado, incluindo marcas compatíveis com pressão dos dedos e unhas. Exames também apontaram que Gisele havia sido agredida por um adulto. Não encontraram vestígios de pólvora em suas mãos.
Também foram encontradas manchas de sangue no banheiro e no calção de Geraldo. O militar tomou banho após a chegada da polícia, apesar da orientação para que não o fizesse. A medida iria preservar possíveis vestígios. Mensagens encontradas no celular de Gisele também indicaram situações de humilhação no relacionamento.
Geraldo foi preso em 18 de março, em São José dos Campos. No fim de agosto, o Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva ao considerar, entre outros pontos, o risco de interferência na produção de provas e os indícios de tentativa de alteração da cena da morte.
Com Agência Brasil
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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