O futuro da educação no Brasil
Uma comunidade para mães, professores e famílias que acompanham as escolas do Brasil — com histórias para compartilhar e conversar no WhatsApp.
Relatório mostra que 63,9 milhões de brasileiros não terminaram ensino básico
Principais pontos
- O Brasil possui 63,9 milhões de pessoas sem a educação básica concluída e o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) atende apenas 1,5% dessa demanda.
- A baixa escolaridade gera perdas anuais de R$ 66 bilhões em renda, reduzindo quase pela metade o rendimento médio do trabalhador sem ensino básico.

O Brasil tem 63,9 milhões de pessoas com mais de 15 anos que estão fora da escola e não concluíram a educação básica — das quais 44,7 milhões nem sequer completaram o ensino fundamental.
Os dados são de relatório divulgado nesta semana pela Rede EJA e Inclusão Produtiva. A iniciativa de 16 organizações da sociedade civil busca mapear o alcance da EJA (Educação de Jovens e Adultos) para melhorar os índices de acesso ao ensino no país.
Neste sentido, as conclusões foram preocupantes. Conforme o estudo, a EJA atende apenas uma pequena parcela da demanda potencial: 1,4% nos anos iniciais do ensino fundamental, 1,1% nos anos finais e 2,3% no ensino médio. Considerando todas as etapas, a cobertura é de 1,5%.
O estudo também aponta que a principal parcela da população a ser beneficiada pela EJA está envelhecendo e morrendo antes de ter a oportunidade de acabar os estudos. Entre 2012 e 2025, a mortalidade foi o principal motivo para a não conclusão do curso -- de acordo com o relatório, 51% dos matriculados morreu antes de se formar.
RECOMMENDED FOR YOU

Candidatos usam o 7 de setembro para reforçar suas propostas e atrair eleitores
Menos estudo, menos renda
Além da interferência deste cenário para os níveis sociais e de alfabetização nacionais, o relatório concluiu que a baixa escolaridade faz o Brasil perder cerca de R$ 66 bilhões anuais em renda de trabalho.
A renda per capita média dos adultos que não concluíram o ensino básico, para os quais há menores e piores oportunidades no mercado de trabalho, é de R$ 1.427 -- entre os que concluíram, é de R$ 2.777, segundo o estudo.
Essa disparidade gera reflexos negativos no poder de consumo e maior dependência de acesso a programas assistenciais e BPC (Benefício de Prestação Continuada).
Esse texto foi revisado e atualizado em 11 de julho de 2026.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
Se está acontecendo no Sul Global, está no nosso canal do WhatsApp.
Nós contamos as notícias que você precisa saber.
Inscreva-se agora