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Alison dos Santos, ícone em um ano de grandes conquistas do esporte brasileiro
Principais pontos
- Ao conquistar o título dos 400 metros com barreiras do Mundial de Atletismo Ultimate, Alison dos Santos fecha a temporada do esporte invicto - e com recorde mundial.
- Vôlei feminino vence Sul-Americano e time está garantido em Los Angeles 2028; seleção masculina inicia nesta terça a busca pela vaga.
- Rebeca Andrade, Rayssa Leal, Isaquias Queiroz, Bia Souza e outros nomes brasileiros também brilharam em 2026.

Um dos grandes nomes do esporte brasileiro na atualidade, Alison dos Santos celebrou mais uma conquista em uma temporada repleta de grandes feitos neste ano. No domingo, 13, o brasileiro venceu os 400 metros com barreiras do Mundial de Atletismo Ultimate, em Budapeste, na Hungria, com 45s98, o terceiro melhor tempo da história da prova.
O resultado coroou um ano excepcional para Piu, apelido do atleta brasileiro. No dia 27 de agosto, ele quebrou o recorde mundial, com 45s80, em Zurique, em uma etapa da Diamond League, circuito anual da World Athletics (federação internacional de atletismo). No dia 5 de setembro, conquistou pela terceira vez o título dessa competição, a Diamond League, na grande decisão, em Bruxelas.
Em Budapeste, onde foi realizado o Ultimate, também organizado pela World Athletics, ele deixou para trás dois outros super atletas da prova: o norte-americano Rai Benjamin, campeão olímpico em Paris 2024, e o norueguês Karsten Warholm, campeão olímpico em Tóquio (2020-2021) e detentor do recorde mundial até Piu derrubá-lo no dia 27 de agosto. Benjamin ficou em segundo, com 46s40, e Warholm, em terceiro, com 46s78.
Piu volta a competir neste ano na Argentina. Ele vai disputar os Jogos Sul-Americanos, na Argentina, nos 400m rasos e no revezamento 4x400m, entre 22 e 25 de setembro. Ou seja, em outras provas.
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Em 2027, será a vez do mais importante desafio internacional dos 400 metros com barreiras: o Mundial de Atletismo, em Pequim. O título do Ultimate, competição criada neste ano, dá a Alison uma vaga no Mundial, mas não nos Jogos Olímpicos. Para Los Angeles 2028, o brasileiro ainda terá de cumprir critérios específicos da World Athletics para a classificação olímpica.
Mas, faltando menos de dois anos para os Jogos, o desempenho do brasileiro permite olhar para LA28 com uma boa dose de expectativa.
E Alison está longe de ser o único motivo.
Vôlei feminino garante passagem para LA

Neste domingo, 13, a seleção brasileira feminina de vôlei conquistou o Campeonato Sul-Americano, no Maracanãzinho, no Rio, sem perder um set em cinco partidas. Ao derrotar a Argentina por 3 sets a 0 na decisão, garantiu a vaga nos Jogos de Los Angeles.
O Brasil disputa o torneio olímpico feminino de vôlei ininterruptamente desde Moscou 1980 e chegará a Los Angeles 2028 para sua 13ª participação consecutiva. Em Paris 2024, o time treinado por José Roberto Guimarães conquistou o bronze, derrotando a Turquia por 3 sets a 1.
A partir desta terça-feira, 15, será a vez de a seleção masculina iniciar sua tentativa de fazer o mesmo. O Brasil disputa o Sul-Americano masculino, também no Maracanãzinho, e o campeão assegura a vaga olímpica. Caso não consiga, ainda terá outras oportunidades no processo classificatório para LA28.
As conquistas do fim de semana se somam a uma coleção de resultados brasileiros positivos em 2026 – em contraste com a campanha da seleção masculina de futebol na Copa do Mundo: 11º lugar, após a eliminação diante da Noruega nas oitavas de final, por 2 a 1.
Na canoagem velocidade, Isaquias Queiroz voltou a ser campeão mundial. Em agosto, em Poznan, na Polônia, conquistou o ouro no C1 500m, seu quinto título mundial na distância e o oitavo ouro da carreira em Campeonatos Mundiais. Os 500m não fazem parte do programa olímpico — a prova individual masculina da canoa em LA28 será o C1 1000m —, mas o resultado mostrou que Isaquias continua entre os grandes nomes internacionais da modalidade.
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Conquista histórica
Na ginástica rítmica, o Brasil fez história no Mundial de Frankfurt, em agosto. Primeiro, conquistou o bronze no conjunto geral e, com isso, já garantiu a classificação para Los Angeles. Mas, depois, foi ainda mais longe: ganhou os primeiros títulos mundiais de sua história, com dois ouros, nas cinco bolas e na série mista, de três arcos e duas maças.
Foi também o ano da volta de Rebeca Andrade. Depois de quase dois anos sem competir, a maior medalhista olímpica brasileira retornou no Pan-Americano de ginástica artística, no Rio, e foi campeã no salto. A equipe feminina ainda ficou com a prata e conquistou vaga no Mundial de Roterdã, etapa importante do caminho para LA28.
Rayssa Leal continuou frequentando o alto do pódio. A skatista venceu duas das três primeiras etapas da Street League Skateboarding (SLS) de 2026, na Austrália e no Rio de Janeiro, confirmando que segue entre os principais nomes mundiais do street. E vem aí o Mundial de Skate Street de 2026, em outubro, em Assunção, no Paraguai.
No tênis de mesa, Hugo Calderano acumulou resultados importantes: conquistou a Copa Pan-Americana, foi bronze na Copa do Mundo, venceu o WTT Star Contender de São José dos Campos e chegou neste fim de semana à final do WTT Champions de Macau, ficando com o vice-campeonato.
Líder de ranking
O taekwondo também produziu uma das candidaturas brasileiras mais interessantes para o próximo ciclo olímpico. Maria Clara Pacheco, campeã mundial em 2025, venceu em setembro o Grand Prix de Muju, na Coreia do Sul, na categoria até 57kg. Na final, derrotou Kim Yu-jin, campeã olímpica de Paris 2024. A brasileira chegou à competição na liderança do ranking de sua categoria.
O judô acumulou pódios ao longo do ano. Rafaela Silva venceu o Grand Slam de Paris e o Grand Prix da Áustria, enquanto Beatriz Souza, campeã olímpica dos +78kg em Paris-2024, conquistou o Grand Prix de Lima, em agosto. Neste fim de semana, no Grand Slam de Budapeste, foi a vez de uma nova trinca subir ao pódio: Guilherme Schimidt conquistou o ouro nos 90kg, Kaillany Cardoso ficou com a prata nos 70kg e Sarah Souza levou o bronze nos 57kg. O torneio foi o último Grand Slam antes do Mundial de outubro, em Baku.
O boxe brasileiro também teve uma demonstração coletiva de força. Na etapa da Copa do Mundo realizada em Foz do Iguaçu, o país conquistou nove medalhas, quatro delas de ouro, com Luiz Oliveira, o Bolinha, Yuri Falcão, Isaías Ribeiro e Wanderley Pereira.
Na canoagem slalom, Ana Sátila acrescentou outro resultado de peso à lista: venceu no sábado, 12, o C1 da etapa final da Copa do Mundo, na Espanha.
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Já no tiro com arco, Marcus D'Almeida foi campeão pan-americano do recurvo em junho e segue entre os principais arqueiros do mundo.
LA 2028 já começou para o Brasil
A sequência de resultados ajuda a projetar o desempenho brasileiro em 2028, mas é importante separar duas situações. Uma coisa é estar entre os melhores do mundo durante o ciclo olímpico. Outra é já ter a vaga para os Jogos.
Alison dos Santos, Rebeca Andrade, Rayssa Leal, Isaquias Queiroz, Hugo Calderano, Beatriz Souza, Rafaela Silva, Maria Clara Pacheco, Ana Sátila e Marcus D'Almeida, por exemplo, ainda não estão individualmente garantidos em Los Angeles. Cada modalidade tem seu próprio processo de classificação, que será desenvolvido ao longo do ciclo.
O Brasil, porém, já começou a formar sua delegação.
A seleção feminina de futebol foi uma das primeiras a assegurar presença, com a conquista da Copa América de 2025.
Em agosto, foi a vez do conjunto da ginástica rítmica. O bronze no geral do Mundial de Frankfurt colocou o país diretamente em LA28. A vaga é do Brasil, e a definição das ginastas que disputarão os Jogos ocorrerá posteriormente.
No início de setembro, o vôlei de praia acrescentou duas vagas. Thâmela e Vic foram campeãs sul-americanas no feminino, enquanto André e Renato ganharam o torneio masculino. Os resultados garantiram ao Brasil uma dupla em cada naipe em Los Angeles.
Agora, o vôlei feminino entrou na lista.
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Até chegar a Los Angeles, muita coisa pode mudar. Lesões, novos adversários, processos classificatórios e quase dois anos de competições ainda separam os resultados de hoje das medalhas olímpicas. Mas o que já aconteceu em 2026 oferece razões concretas para olhar adiante com boas perspectivas.
Alison dos Santos é talvez a imagem mais clara desse momento. Ele ainda precisa conquistar a própria vaga para Los Angeles. Mas está no auge como recordista mundial e como invicto nos 400m com barreiras neste ano. Além disso, derrotou campeões olímpicos que são seus principais adversários.
Não existe medalha antecipada no esporte. Mas, do jeito que Piu está voando, sonhar com o pódio de Los Angeles em 2028 está longe de ser apenas torcida.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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