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Brasil vai testar em humanos primeira vacina com tecnologia mRNA, com foco em câncer, Covid-19 e outras doenças

Principais pontos

  • Aprovação inédita: a Anvisa liberou testes em humanos da 1ª vacina de mRNA 100% brasileira.
  • Estudo em 2027: ensaio de Fase 1 avaliará segurança e eficácia com 90 voluntários no Rio de Janeiro.
  • Expansão científica: aporte de R$ 210 milhões prevê o uso da mesma tecnologia contra o câncer e outras doenças.
Imagem ilustrativa sobre testes de vacinas. Brasil dá passo inédito com tecnologia mRNA
Imagem ilustrativa sobre testes de vacinas. Brasil dá passo inédito com tecnologia mRNA
Source: Unsplash
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de estudos clínicos em humanos da primeira vacina desenvolvida no Brasil com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA). 

Criado pela Fiocruz contra a Covid-19, o imunizante representa um marco, ao ser totalmente concebido em solo nacional. 

Isso inclui desde a sequência genética até as nanopartículas lipídicas. Sem dependência de insumos ou licenças estrangeiras.

O início do recrutamento dos voluntários para a Fase 1 está previsto para o primeiro trimestre de 2027. Serão incluídos 90 participantes adultos saudáveis entre 18 e 59 anos. 

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As pessoas serão recrutadas nos centros Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e Policlínica Lincoln de Freitas Filho, localizados no Rio de Janeiro (RJ). 

Estima-se que o período de inclusão desse grupo no estudo seja de seis meses. Após a inclusão, cada participante será acompanhado por mais seis meses. 

Esses estudos, chamados de ensaios clínicos, avaliam um novo medicamento em humanos e servem para demonstrar a a segurança e eficácia para a indicação proposta. 

Havendo a comprovação de que os benefícios superam os riscos, o medicamento experimental poderá ser registrado pela Anvisa e disponibilizado no mercado brasileiro.

O avanço consolida o domínio brasileiro de uma plataforma biotecnológica altamente adaptável. 

Por operar mediante o envio de instruções genéticas às células para a produção de defesas do organismo, a estrutura do mRNA permite que a mesma base científica seja redirecionada para diferentes alvos terapêuticos.

Expansão da pesquisa nacional

Com aporte anunciado de R$ 210 milhões pelo Ministério da Saúde, a tecnologia passa a ser impulsionada em instituições como a Fiocruz, o Instituto Butantan e o Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas).

A meta é expandir a inovação para além da Covid-19, abrangendo estudos contra o câncer e enfermidades de alta relevância epidemiológica, como dengue, malária e doença de Chagas.

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A consolidação dessa plataforma reposiciona o país no cenário científico internacional. 

Segundo pesquisadores envolvidos no projeto, a autossuficiência na produção de imunizantes de mRNA reduz a dependência externa e capacita o Brasil a atuar como polo exportador de tecnologia e conhecimento em biotecnologia na região.

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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