Eleições 2026 | Romeu Zema e o desafio de avançar além da fronteira mineira
Principais pontos
- Empresário e ex-governador de Minas Gerais por dois mandatos, Romeu Zema disputa a Presidência pelo Partido Novo
- Zema apresenta sua experiência empresarial e de gestão como credenciais e defende privatizações, redução de impostos e controle dos gastos públicos.
- O ex-governador busca ampliar sua força para além de Minas Gerais e superar Flávio Bolsonaro na disputa pelo eleitorado de direita.

Romeu Zema Neto, de 61 anos, é empresário, ex-governador de Minas Gerais e candidato do Partido Novo à Presidência da República nas eleições de 2026. Nascido em 28 de outubro de 1964, em Araxá (MG), é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e construiu sua carreira profissional no grupo empresarial fundado por sua família.
Antes de entrar para a política, Zema comandou o Grupo Zema, conglomerado com atuação em setores como varejo, serviços financeiros, combustíveis e concessionárias de veículos. Assumiu o controle das Lojas Zema no início dos anos 1990 e participou da expansão da rede de quatro unidades para centenas de lojas em diferentes estados. Sua experiência como empresário tornou-se um dos principais elementos de seu discurso político, baseado na defesa de uma administração pública inspirada em práticas de gestão do setor privado.
Sua entrada na política eleitoral ocorreu em 2018, quando disputou pela primeira vez um cargo público e surpreendeu ao ser eleito governador de Minas Gerais pelo Novo. No segundo turno, derrotou Antônio Anastasia (PSDB) com 71,8% dos votos válidos. Quatro anos depois, foi reeleito já no primeiro turno, com 56,18%, consolidando-se como uma das principais lideranças nacionais do campo liberal e da direita brasileira.
À frente de Minas Gerais, Zema construiu sua imagem política em torno de pautas como equilíbrio das contas públicas, redução da máquina estatal, concessões e privatizações e atração de investimentos privados. Ao mesmo tempo, enfrentou o desafio da elevada dívida mineira com a União e embates políticos em torno da venda de empresas estatais. Em março de 2026, renunciou ao governo antes do fim do segundo mandato para poder disputar a Presidência.
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Sua candidatura ao Planalto foi oficializada pelo Novo em convenção realizada em Brasília em 27 de julho de 2026. Na campanha, Zema procura apresentar sua experiência empresarial e os dois mandatos em Minas como credenciais para administrar o país, defendendo privatizações, redução de impostos, controle dos gastos públicos e uma agenda mais dura na área de segurança.
Zema chega à eleição tentando ocupar um espaço próprio no campo da direita, em uma disputa na qual Flávio Bolsonaro concentra a maior parcela do eleitorado desse segmento. O desafio do ex-governador mineiro é transformar sua forte projeção em Minas Gerais — segundo maior colégio eleitoral do país — em uma candidatura competitiva nacionalmente.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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