Aliados de Flávio lideram pesquisas pelo governo de 10 estados; os de Lula, por 7
Principais pontos
- Levantamentos mais recentes dão vantagem a candidatos a governador que darão palanque ao presidenciável do PL.
- Presidente concentra aliança com líderes nas pesquisas no Nordeste, onde estão redutos petistas.
- Duas disputas mostram aliados de Lula e Flávio empatados em intenções de voto.

Embora tenha ficado atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas mais recentes de intenção de voto para a eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) larga em vantagem no que diz respeito a candidatos aliados na liderança do mapeamento das corridas pelos governos estaduais.
Conforme os resultados mais recentes de pesquisas realizadas por Quaest, AtlasIntel, Real Time Big Data e Paraná Pesquisas, Flávio tem em seu palanque 10 líderes em intenção de voto para os Executivos locais, enquanto Lula apoia sete candidatos que estão na mesma posição em seus estados.
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Territórios em disputa
O candidato do PL larga na frente ainda quanto à densidade dos colégios eleitorais. Em São Paulo, abrigo de 21,4% do eleitorado nacional — conforme o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) —, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) e aliado de seu filho mais velho, tem registrado ampla dianteira contra Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda de Lula, que conforme as pesquisas atuais corre risco de perder ainda em primeiro turno.
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No segundo maior colégio eleitoral do país, Flávio tem a seu favor a relação com Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder nas pesquisas pelo governo de Minas Gerais. Embora o PL tenha lançado candidatura própria — de Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg — após meses de indecisão do senador sobre o pleito, o núcleo duro do bolsonarismo tende a pedir votos para Cleitinho e receber de volta o apoio a Flávio. Uma aliança competitiva em Minas, estado onde há oito décadas apenas Getúlio Vargas se elegeu presidente sem ser o mais votado, é considerada crucial para a campanha.
O cordão de líderes que apoia o “01” é reforçado pelas regiões Sul e Centro-Oeste. Em Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o desempenho eleitoral construído pela direita desde 2018 tende a se repetir nas eleições de outubro, com palanques alinhados a Flávio obtendo os melhores resultados nas urnas.
Movimento similar é reproduzido nos palanques de Lula no Nordeste. A região que deu ampla maioria de votos ao petista em 2022 concentra cinco dos sete líderes de pesquisas que darão sustentação à campanha de reeleição do mandatário.
A conta da base de apoio governista fecha com Amazonas, na região Norte, e Rio de Janeiro, no Sudeste, onde dois candidatos do PSD — Omar Aziz e Eduardo Paes, respectivamente — darão palanque a Lula em demonstração de ampliação das alianças regionais do petismo.
Apenas um dos candidatos a governo que lideram pesquisas apoiará outro presidenciável: em Goiás, o governador Daniel Vilela (MDB) herdou a cadeira do que era de Ronaldo Caiado (PSD) e dará apoio ao ex-companheiro de chapa na disputa presidencial.
Em estados onde há grande fragmentação — como no Espírito Santo — ou o líder nas pesquisas é crítico de ambos os lados — caso do Ceará —, o cenário é de liderança de um candidato ao governo neutro em relação à disputa presidencial. Por outro lado, no Pará e no Rio Grande do Sul, extremos do mapa brasileiro, a polarização entre Lula e Flávio tende a se reproduzir também na disputa pelo Executivo local.
Veja a lista completa dos líderes nas pesquisas
Norte
Acre: Alan Rick (Republicanos), aliado de Flávio;
Amapá: Dr. Furlan (PSD), neutro;
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Amazonas: Omar Aziz (PSD), aliado de Lula;
Pará: empatam Hana Ghassan (MDB), aliada de Lula, e Dr. Daniel Santos (Podemos), aliado de Flávio;
Rondônia: Marcos Rogério (PL), aliado de Flávio;
Roraima: indefinido. Estado teve eleição suplementar para o governo em julho, com vitória de Arthur Henrique (PL), mas o resultado carece de validação de Justiça Eleitoral;
Tocantins: empatam Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB), aliados de Flávio;
Nordeste
Alagoas: Renan Filho (MDB), aliado de Lula;
Bahia: empatam ACM Neto (União), neutro, e Jerônimo Rodrigues (PT), aliado de Lula;
Ceará: Ciro Gomes (PSDB), neutro;
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Maranhão: Eduardo Braide (PSD), neutro;
Paraíba: empatam Lucas Ribeiro (PP) e Cícero Lucena (MDB), aliados de Lula;
Pernambuco: Raquel Lyra (PSD), apoio indefinido;
Piauí: Rafael Fonteles (PT), aliado de Lula;
Rio Grande do Norte: Cadu Xavier (PT), aliado de Lula;
Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD), aliado de Lula;
Centro-Oeste
Distrito Federal: Celina Leão (PP), aliada de Flávio;
Goiás: Daniel Vilela (MDB), aliado de Caiado;
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Mato Grosso: Wellington Fagundes (PL), aliado de Flávio;
Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP), aliado de Flávio;
Sudeste
Espírito Santo: Ricardo Ferraço (MDB), neutro;
Minas Gerais: Cleitinho Azevedo (Republicanos), aliado de Flávio;
Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD), aliado de Lula;
São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Flávio;
Sul
Paraná: Sergio Moro (PL), aliado de Flávio;
Rio Grande do Sul: empatam Juliana Brizola (PDT), aliada de Lula, e Luciano Zucco (PL), aliado de Flávio;
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Santa Catarina: Jorginho Mello (PL), aliado de Flávio.
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